O morro II.
Havia algo devorando minha mente. Criei coragem e desci o morro, precisava conversar com mamãe. Chegando lá, fiquei intacta, tive um súbito de dez minutos, tudo parecia estranho, a casa, os moveis, e até mesmo o cheiro. Naquele exato momento, faleci, mesmo estando viva. Mamãe chegou e questionou-me: — O Téo está aqui? — Está a serviço, e um homem trabalhador e honesto. — Querida, conheço Téo, realmente é um grande homem, sou muito grata a ele.
Estava me sentido mal, o perfume da casa me impregnava, o cheiro do incenso. Precisa voltar, mesmo sem interrogar mamãe. — Já está de partida, posso saber o motivo? — Tenho lembranças estranhas. Adeus. Apesar da beleza do bairro, tudo parecia ser um suplício. Voltei para casa às pressas, e como sempre, aos extremos, afastada dos moradores. Mulheres semi-nuas, em bares, com crianças de colo. Precisava estar com Téo, somente ele me faz se sentir protegida. — Téo! Cheguei.
— Ótimo, precisamos ter uma conversa. — Fale, querido. — Escute bem! Precisa aprender a tolerar as pessoas, conhece sua história. — Não, não, eu não me lembro de nada. — Então tente, tem apenas 1 semana para se lembrar, ou irei embora.
— Lembre-se, querida.
Fabiane Braga Lima
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