Uma fase ruim.
Sentada no sofá, notei como Fredy, andava em círculos, não dizia nada normal, bom, ele não se encontrava lucido. Fiquei horas, notando seu comportamento. Entrava no quarto, e chorava compulsivamente. Existia um motivo, então, me calava, até ele voltar, ao normal.
— Fredy, podemos conversar? — Suma daqui, não quero lhe ver, nem ouvir sua voz. Sabe, sairei um pouco, sei está passando, a dor do luto. Seus pais faleceram, num trágico acidente de carro.
Quero ir ao shopping, fazer compra, encontrar amigas. Mas, logo estarei de volta, não deixarei Fredy sozinho, conheço histórias, que o enlutado cometeu, ou quase, suicídio.
A voz de Fredy é como um eco, então, como consigo me divertir, eu o amo, ele é meu esposo, só está passando por uma fase ruim, bem ruim. Chegando em casa, lá estava ele, deitado no sofá, com:
A mesma roupa, suja, amassada. Fico pensando: Fredy sempre foi um homem vaidoso, sinto sua falta, falta do homem amoroso.
Há como sinto!
Fabiane Braga Lima/ Rio Claro, São Paulo.
Continua...
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