Fiquei no lago por duas horas. Maldito lago, era praticamente perto da minha residência, Caida no lago, só conseguia pensar em meus filhos. A água do lago morávamos em áreas de terra, e sempre havia desabamentos. Retornei à minha residência. Luan estava se banhando, já as crianças, jogada pela casa, famintas.
— Mamãe, onde estava? Perguntou Richard, meu filho mais velho. — Estava pagando a mercearia. Foi necessário mentir. — Papai, não está bem, chamou uma enfermeira. Enfermeira, estranhei.
Subi correndo para nosso quarto, Luan estava semi-nu, suando. Não poderia ser uma enfermeira,
os lençóis estavam desarrumados, amassados. Irada, me controlei, queria pegá-lo na fraga…
— Querido, preciso ir à mercearia, logo, logo estou em casa. — Segurou minha nuca, e me disse baixinho: — Fique a vontade, estarei lhe esperando. Mentiroso, simulei acreditar. Cansada e traída, voltei ao lado, precisa pensar em algo. De longe, Luan apareceu no lago. Suspirei, e pensei calada: — Esse é meu Luan, veio me buscar. Mas, não, estava acompanhado, com amigos, e uma garota, deveria ter uns dezenove anos. Pegou-a pela cintura, logo estavam nus. Meu coração acelerou, quis gritar, mas fiquei intacta. Uma hora foi o suficiente… — Some daqui! — Luan gritou com a garota.
— O senhor vai me procurar, novamente? Perguntou a garota, molhada e nua.
— Suma daqui!
— Gritou novamente! Sou um pai de família. Meu vínculo com ele, terminou naquele momento. Chegando em casa, olhei para ele, fingindo que nada aconteceu. Chegou a minha vez!
Fabiane Braga Lima/ Rio Claro, S.P
Continua..,
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