O lago.
Afinal, quem era Meire?
Meire, era o nome da mulher misteriosa, na qual dividia a cela. Com um semblante amargurado, permaneceu silenciosa. Enfim, assustadora. Uma assassina, pois havia assassinado um homem, um pedófilo Lembrei-me, de Luan. Mas fiquei calada, não puxei assunto com ela.
Assim que anoitecia, apagava-se todas as luzes, era mais uma madrugada, faminta. Foi ali naquela cela imunda, que morri em vida. Fiquei intacta diante da situação, afinal, eu era inocente. Passaram-se oito meses, resolvi procurar um advogado melhor, reagi, abri às janelas da vida. — Senhora Jane, seu advogado está lhe esperando. Lá fui eu, conversar com o novo advogado. — Boa tarde, me chamo Pedro, espero que me conte detalhes, assim, poderei lhe ajudar. — Meu esposo sumiu, não há rastro dele, e assim que cheguei de Búzios com meus filhos, havia sangue pela casa. — Desculpa-me, mas a situação da senhora é complicada, notícias correm rápido. — Não entendi! — Lucas, amigo de seu esposo, era seu amante. — Preciso saber dos meus filhos, sou inocente.
— Pergunte para sua colega de cela, Meire. Não entendi, mais uma vez, Meire. Acabou a conversa, e lá estava Meire, me olhando fixo. — Como foi a conversa, com o advogado?
— O que quer de mim? — Nada, se acalme, seus filhos estão bem, logo estarão juntos. — Como sabe? — Lucas veio lhe visitar?
Lucas, só pode ser ele o culpado. — Acalme- se, seu esposo já partiu, para o inferno.
Parece que tudo está se encaixando. Meire, matou Luan, para defender a filha.
Continua…
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Fabiane Braga Lima/ Rio Claro, S.P.
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