Dona Odete.
Essa é uma breve história que contarei. Chamo-me Margarete, moro numa cidade pacata do interior. Dona Odete é minha vizinha, casada, idosa, com netos e bisnetos. Dona Odete costuma ir à missa, toda maquiada, e roupa bem indiscreste para missa.
Sabe, é estranho eu cuidar da vida de uma senhora.
Mas é esperta, não, não vai à missa, dá um selinho no marido, e vai encontrar-se com os amigo.
Jovens, era de se estranhar! Festas, bebidas e sexo. — Então, o que poderia estar concretizando uma senhora, num lugar como aquele?
Tenho um filho de dezoito anos, que frequenta os mesmos lugares, aliás festas, com muita bebida e sexo. Assim, ele disse-me: que sábado, sairia com os amigos. Resolvi espiar, lógico, sem que ela pudesse me ver, pois sabia que estava lá.
Entrei, os garotos me abraçaram, havia bebida, apenas bebida. O som estava baixo, tudo parecia calmo. Mas, escutei uns gemidos e gritos altos. Era dona Odete com um garoto, que deveria ter uns dezoito anos, abri a porta do quarto, lá estevam eles nus. — Uma senhora de setenta anos, com safadeza com um garoto de dezoito anos. Parecia o fim do mundo. O garoto parecia gostar!
— Céus! Ela deve comprá-los. — Sei o quê se passa por sua cabeça. — Preciso ir dona Odete, vistá-se, está nua, nua e pervertida. — E a senhora, preconceituosa…
Passando-se alguns dias, tudo se acalmou. Bom, era o que parecia. Sentei-me na calçada, e uma senhora puxou conversa. — É amiga de dona Odete? — Sim, por quê? — Fomos criadas juntas, seu marido, infelizmente encontra-se com Alzheimer. Fiquei sabendo por ela que eram casados, há trinta anos. Família grande. Calei-me! Não sabia mais o que pensar, se realmente era preconceito de minha parte…
Até que certo dia, se engraçou para meu filho, João Henrique, de apenas, dezessete anos. De menor, essa velha enlouqueceu, mato-a. João a olhava e ria à toa, parecia gostar.
— Afinal, o que ela tinha de tão especial? Meu filho, jamais. Mato-a!
Continua...
Fabiane Braga Lima/ Rio Claro, S.P
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