Brian: A praia ll
Enfim, chegamos à praia. Paramos, em uma elevação não muito alta a poucos metros do oceano. Eu que nunca tinha visto o mar, a imensidão azul e a frisa oceânica me fizeram bem, me renovaram naquela hora.
Então Brian deu partida no motor do carro, então partimos para a nossa grande aventura.
— O que está fazendo Brian? — Enqueri Brian ao vê-lo tirar um lenço branco de linho.
— Vendando os seus olhos, meu amor. — Abriu a porta do passageiro apertando um botão no volante do carro — Agora desça e coloque os seus delicados pés na areia, sinta o calor morno. Tirei o casaco, meu anjo lindo.
Eu havia colocado o biquíni debaixo das minhas roupas casuais. Aflita, não resisti de repente, em um rompante olhei o que estava na minha frente. Os meus olhos doeram com o brilho do sol, haviam poucas pessoas à minha frente, estavam descendo de seus carros. E um ônibus luxuoso de turismo, estava estacionado na praia. olhei para uma placa e leu as letras garrafais: praia exclusiva, em um símbolo que demorei para compreender.
— Nudismo! Uma praia de nudismo? Brian seu estúpido! Como pode fazer isso, sem ao menos me dizer antes. — Eu gritei alto e socava Brian no peito com todas as minhas forças. — Indecente! Me tira daqui, agora!
— Sim, pode deixar madame, iremos para um hotel. Fique calma meu amor, quartos separados, ok!
— Pode ser….
— Prometo que não ficarei sozinho essa noite. Bom, tenho amigas aqui, estou pensando! — Disse Brian e depois brotou um sorriso cínico no rosto dele.
Texto de Fabiane Braga Lima, cronista, poetisa e contista em Rio claro, São Paulo.
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